terça-feira, 13 de março de 2012

WAGNER É OMISSO E SEM COMPROMISSO COM A SEGURANÇA

Há uma sensação incomoda de que a Bahia está sem governo para o combate à criminalidade e a comprovação deste fato, é o aumento da violência com requintes de crueldade, movido pelas drogas e falta de mais polícia nas ruas. Multiplicam-se por toda a parte as execuções. As gangues levam o terror aos bairros disputando os pontos de tráfico. Há ao mesmo tempo um sentimento de pânico e de acomodação. A polícia está em desvantagem na rua, enfrentando os criminosos armados até os dentes como numa guerra. O governador anda todo blindado de segurança, mas não esconde a insegurança. Ficou mudo, no auge da violência com a greve da PM, porque não tinha como garantir a segurança da população. E quando abriu a boca foi para bravatar contra a própria polícia e não para anunciar métodos de combate ao crime. Isto é triste e mostra que ele ficou também com medo, a exemplo do povo sem uma autoridade que se impunha diante do caos e da violência. O crime precisa sentir um braço pesado, com noção da gravidade e que assuma o comando das ações para impor a segurança, a ordem, dentro da lei. Não se defende aqui confronto irresponsável entre as forças legalistas e o crime organizado. Mas tem que haver reação inteligente, com medidas eficazes como resposta concreta ao clamor da sociedade. Não se atribua ao caos da violência a uma onda de boatos da imprensa nem das redes sociais da internet que denunciam a situação. A coisa é séria, real. Existe um ar de aflição em todos os rostos – da criança ao idoso. Prova disto é que uma pesquisa do sociólogo Selem Rachid Asmar, mostra que de cada dez baianos, nove querem a internação involuntária de viciados e a prisão dos traficantes; é claro, para que saibam que o crime não compensa.


fonte: Val Cabral

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