terça-feira, 13 de março de 2012

MENOSPREZO DOS GOVERNANTES BAIANOS AO SUL DA BAHIA

Muitos conhecidos acham que gasto tempo demais procurando cabelo em ovo. E quando encontro alguma evidência de que o senso comum está errado, esses críticos próximos raramente dão o braço a torcer: preferem argumentar que foi por pura sorte que minha linha de raciocínio acertou o alvo, ou que eles próprios já sabiam de tudo aquilo. Mas sou teimoso e continuo na minha garimpagem dos cabelos em ovo. O mais importante não é o reconhecimento pessoal, mas sim o prazer de provar que o pensamento consensual nunca passa de uma grande burrice, como bem diz o sociólogo Selem Rachid Asmar. E agora vou atacar de novo. Não posso me calar diante da estagnação de uma região mantenedora da mata atlântica e sua biodiversidade, e que tanto já contribuiu para o desenvolvimento de toda a Bahia. A região cacaueira não pode permanecer menosprezada por governantes que só a utiliza para seus interesses pessoais, políticos e eleitorais. Por trás desse descaso escabroso, existe uma realidade em formação muito preocupante e que poderá significar a regressão do que ainda existe de potencial econômico sulbaiano. É preciso multiplicar a riqueza regional de forma ágil para um futuro promissor e recompensador. Promissor na medida em que o cacau ainda pode render bons frutos em forma de merenda escolar e produção artesanal do chocolate, genuinamente sulbaiano. E recompensador para uma realidade em que o sacrifício do passado não pode ser esquecido e o tempo presente requer incentivos fiscais e adoção de receitas através do ICMS Verde,por exemplo. O pressuposto é simples e bem conhecido: enriquece quem produz (e exporta!). Em poucas palavras, isso quer dizer que o sul da Bahia está retornando aos tempos coloniais onde daqui se tirava riqueza e deixava pobreza. A diferença é que agora estamos vivendo à míngua.

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